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sábado, 16 de abril de 2011

Always...

      Deitado no banco da praça, o rapaz observa as estrelas e sorri, pensando na melancolia de um sábado à noite sem ter o que fazer. Na verdade ele tem, mas não há mais graça sair com os amigos.
      Continua deitado, mas fecha os olhos e se pega imaginando a imensidão do Universo e a pequenez do ser humano, que se considera a mais suprema das criaturas, "Como é possível que sejamos tão arrogantes?", ele se questiona, obviamente sem obter resposta, "Como é possível que ela seja tão arrogante?", se pergunta novamente, referindo-se a garota que lhe tomava os pensamentos.
      Ele abre os olhos e as estrelas preenchem seu campo de visão, "Você é como as estrelas: linda de se ver, impossível de alcançar!" , riu com o clichê de sua comparação e imaginou como seria ridículo que um dia ela lhe ouvisse proferir tais palavras.

      De sua cama, a garota consegue a visão completa de uma lua cheia, e somente dela, que entrava pela janela e iluminava seu quarto. Ela levanta-se novamente e caminha até a janela, ele estava lá em baixo, deitado no banco da praça, os olhos fechados davam a falsa impressão de que ele dormia, mas vez ou outra ele abria os olhos e sorria.
      Se perguntou o que ele fazia ali em pleno sábado à noite, por que não saíra com os amigos e ficara com várias garotas como ela já o vira fazer tantas vezes? Ela fingia desinteresse, mas já não acompanhava mais tais eventos, por não querer vê-lo feliz nos braços de outra menina.
      Secretamente ela sai do apartamento, sem se importar se está de pijama, precisava vê-lo mais de perto, tocá-lo, falar com ele. Ao alcançar o portão do prédio, ela pára, travada na indecisão de falar ou não com ele, e se soasse ridículo? E se ele risse dela?
      De repente, ela se vê caminhando em direção à ele, nervosa, considerando voltar atrás, afinal, eram apenas alguns passinhos e esquecer que havia cogitado tal ideia, era só entrar em casa e observá-lo à distância.

      Ele sente sua presença e, num impulso, abre os olhos e senta no banco. Ela caminha lentamente em sua direção e isso o faz levantar-se, como ela sabia que ele estava ali? O que ela fazia andando pela rua de pijama? Caminhou até ela, impulsionado totalmente pelo momento.

      Ela o vê caminhar para ela e a adrenalina a impede de voltar. "O que eu vou fazer?", ela se pergunta ], aproximando-se cada vez mais, "O que eu vou dizer?".

      Eles se encontram, param frente a frente e se encaram em silêncio por alguns segundos, sem saber como agir a tal proximidade. Então se desviam, iniciando um novo caminho à lugar nenhum e se martirizando pela ideia patética que haviam tido. Mas espera, ela foi até ele, ele foi até ela.
      Ela pára. Ele pára. Ela vira. Ele vira. Ela sorri, iniciando o caminho de volta. Ele sorri, esperando ela alcançá-lo. Ela chega. Ele a abraça. Talvez não fiquem juntos por muito tempo, mas nesse lugar, nesse momento, ficarão eternamente as lembranças de um amor de estação.



#RiseYourGlass

1 comments:

Heloisa disse...

ameei esse texto *-*
saudadees amiga ;*

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